Após praticamente uma vida dedicada à tecnologia (eu comecei a programar com 11 anos, antes disso só sabia brincar de construir robôs e naves espaciais com frascos de shampoo vazios e outros descartes domésticos) eu cheguei à conclusão que já dediquei tempo demais a um único aspecto vocacional.
Com o apoio da minha família (minha mãe sempre disse que eu cantava bem e era bonito… ela nunca mentiria para mim) resolvi abraçar a carreira artística e pedi demissão do meu atual emprego em TI.
A partir de hoje estarei inaugurando uma exposição de minhas instalações na Casa das Rosas, venerado centro cultural e artístico na avenida Paulista. Não exatamente dentro dele, mas na calçada em frente.
Minha exposição conta com esculturas feitas de lama retirada do fundo do rio tietê pelas dragas e escavadeiras que estão alargando seu leito. É uma expressão reducionista de outra face do desenvolvimento social, derivada dos decadentes arquétipos progressistas trazidos à tona pelo imperialismo globalizado numa era em que a comunicação interpessoal ajuda a transcender, ou mesmo sublimar, a real importância do indivíduo frente aos padrões hedonarcisistas vigentes impostos ao cidadão comum pela mídia de massa de forma míope, polarizada e unilateral, não deixando outra alternativa à arte, senão tergiversar.
O preço do ingresso para a exposição é quanto você puder dar, um quilo de alimento não perecível, uma moeda, um passe de metrô, uma tele-sena do ano passado ou uma unidade de conhecimento livre transmitido de maneira colaborativa, construtivista e solidária.
Por um mundo livre, de arte.






rapaz,
Por um minuto quase acreditei. Pensei que excesso de oxigênio e água.
Quando li “A partir de hoje estarei inaugurando” percebi que era zueira…
O Macan nunca cometeria essa gafe gerundista.
Mas o texto todo ta muito bom. Adorei a parte sucinta, direta e eloquente definindo seu trabalho:
“É uma expressão reducionista de outra face do desenvolvimento social, derivada dos decadentes arquétipos progressistas trazidos à tona pelo imperialismo globalizado numa era em que a comunicação interpessoal ajuda a transcender, ou mesmo sublimar, a real importância do indivíduo frente aos padrões hedonarcisistas vigentes impostos ao cidadão comum pela mídia de massa de forma míope, polarizada e unilateral, não deixando outra alternativa à arte, senão tergiversar.”
Demais! Caetano e Gil nao teriam dito melhor…
… ou não!
Heheuhahueah.
É… dói um pouco deixar algumas coisas passarem de propósito
mas faz parte da composição do personagem
Por um momento eu acreditei e falei…
Puuuuuuuuuutz o Maçan…….
primeiro de abril
dããã
[]‘s
Fabiano Carboni
Cara, Tu aceita um CD do Ubuntu como entrada????
eheheh
Rsrsrsrs…Por Deus, 1 de abril igual a esse não se faz… rsrs
Continuando, estarei unida a você (Companheiro…politicamente dizendo afe!!!…) E claro, ao apoio “contundente” um superfulo complemento boinante (ou boné como preferem) para uma “ressucinta” maneira de adquirir o “apoio” de uma forma mais clara, pois um ambiente movimentado como tal citado, um só seria pouco!
Oi, faz tempo que voce nao vem a Bahia (ateh onde eu sei).
Bem, acreditar que voce viraria artista ateh acreditaria, pq nao??
Um profissional de TI que escreve como um filosofo da catedra advocaticia
que usa os ideais de “liberte, egalite, fraternite” (jean pache) da burgueses da queda da bastilha para justificar a revolucao da plebe linuxista….
faz citacoes de platao a bluetooth e ainda promove discussoes de problemas ambientas a bala de pacoca de amendoim….
vc ja eh um artista.