Da “nota do editor” do livro “Linguagem de Máquina MSX” (1a. edição, 1987) em que eu aprendi (entre muitas outras coisas) para não mais esquecer que C9 era o opcode da instrução “RET” e como fazer contas em base hexadecimal:
O Brasil é realmente um país “sui generis”. Enquanto que, de um lado, temos uma política estúpida na área de informática, que só estimula a pirataria e a picaretagem, do outro lado temos uma multidão de usuários extremamente inteligentes que, na base do auto-didatismo, adquiriu um nível de conhecimento inegável. Este time de auto-didatas leva adiante o desenvolvimento do país na área de micro-computação apesar da política oficial (melhor dizendo, “à revelia”) que parece escolher a dedo as medidas a serem tomadas para desestimular o desenvolvimento tecnológico do Brasil, numa área tão crítica e tão carente.
E após algumas considerações sobre a obra, conclui:
Carregados de razão são os que dizem que o Brasil só vai para frente da meia noite às seis da manhã: quando os políticos e os marajás estão dormindo.
Acrescentaríamos: “E quando os apaixonados por micros estão sentados à frente de suas máquinas”!
Tirado das “Notas do Editor”, na página 6. Uma versão digital está gentilmente
Essa música ficou famosa com a Bette Midler, muuuito tempo atrás. Procurando algo que ilustrasse o espírito de liderança acabei encontrando essa versão um pouco mais atual (fãs do metal finlandês, regozijem-se). A música não é bem o que eu procurava, mas é boa para que lembremos das pessoas que possibilitam que sejamos o que somos e que, em grande parte das vezes, esquecemos de reconhecer genuina e honestamente. É muito fácil dizer palavras de reconhecimento e humildade como as dessa letra, mas quando foi a última vez que você foi capaz de dizer algo assim realmente sentindo o que você disse?
Se já fez este tipo de discurso sem o suporte de um sentimento genuíno, você falou uma coisa, mas disse exatamente o oposto.
Minha apresentação sobre grafos sociais e por que eles não devem ser ignorados pelas corporações. Uma apresentação feita para a Campus Party 2010 com uma explicação técnica do que são grafos sociais, o que podemos inferir a partir de grafos sociais, quem hoje detêm os grafos sociais mais completos e como se dá o marketing da atualidade.
Uma breve apresentação da implementação proprietária de rede social do Colégio Bandeirantes, com comentários de como pretendemos utilizar as informações extraídas de nosso próprio grafo social.
Também a prova que Roberto Carlos é um visionário das redes sociais nos primeiros slides:
Fiz esse “remix” da música “Brasil com P” do para a festa do movimento música para baixar. Eu montei um set para dançar inteiramente com músicas disponibilizadas na web. Fui ver o acervo do gog online e acabei brincando e colocando outra batida e uns samples por cima dessa.
Eu não sou exatamente fã de rap mas valorizo quem produz sua própria arte e a disponibiliza para seu público seja por hobby, convicção ou mesmo falta de alternativa. Isso é algo que as pessoas ainda precisam aprender a fazer se quiserem um dia ter um movimento “pela cultura livre”.
Gostando ou não de Rap, você tem que reconhecer: mesmo havendo um monte de preposições com “p” haja “paciência para pescar palavras principiadas por p para preencher prosas!” Gostei particularmente do fato da única palavra que não começa com P ser a última e ser “irmão”.
Essa batida e samples foram colocados e sincronizados sobre a trilha original com o
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Há algum tempo nos demos conta da transformação social ampla impulsionada por novas formas de comunicação e consequentes novas demandas sociais. Tendo me formado em um ambiente essencialmente tecnológico entrei em contato com a primeira manifestação direta dessa transformação ainda muito cedo. Era natural que as pessoas que ajudavam a criar as novas formas de se comunicar também definissem as novas formas de agir. O modo de vida que experimentamos hoje é um reflexo direto do sucesso das criações das mesmas mentes que nos trouxeram o unix, a Internet, o Linux, a web, os blogs, as redes sociais, os microblogs e o que quer que venha em seguida.
As comunidades que se formam ao redor de software livre manifestam espontaneamente sua necessidade de se aglomerar e interagir fisicamente, o que dá origem aos mais variados tipos de encontro: de modestos encontros em pizzarias até enormidades como o FISL. A música tem tradicionalmente este poder de reunião, traduzido nas manifestações solitárias do cantor de barzinho praticamente incorporado com seu violão ao pano de fundo até as mega-apresentações e festivais.
A diferença fundamental é que Software livre é criado, modificado e distribuído sob a ótica da utilidade e música livre é criada, distribuída e modificada (remixada) sob a ótica do gosto. Utilidade e gosto são conceitos igualmente abstratos, mas é certamente muito mais fácil concordar que algo é “melhor ou pior” quando avaliamos utilidade. Para o gosto cada qual é seu próprio referencial.
Vejam a palavra “reunião”. Para que as pessoas se “reunam” elas já devem ter sido previamente unidas por algo, seja um propósito, seja um conceito. “Software Livre” é suficiente para unir amantes de software enquanto a música ser “Livre” não basta para unir amantes de música. Um apreciador de hard rock não vai aplaudir entusiasticamente uma banda de pagode e apreciá-la genuinamente só porque publicam suas músicas sob creative commons e permitem a remistura dos elementos harmônicos e de percussão. Não! Há algo extremamente sincero no gosto pessoal que se sobrepõe à racionalidade, talvez porque a música se ligue a camadas mais profundas de nossa existência, incômodas de contrariar.
Um “movimento pela música livre” será ainda mais fragmentado do que o movimento pelo software livre pois a afinidade (ou não) entre estilos é cruelmente segregadora. As pessoas reclamam do modelo comercial atual, injusto sob várias óticas, mas ele se sai muito bem ao atuar como filtro prévio do que é capaz de unir um determinado público frente às realidades sociais atuais.
Reafirmo que pessoas não se aglomeram para conhecer música, elas se aglomeram para comungar do que já as une. Quem pensa em fazer música livre não conta com o apoio de um mecanismo que formata a música conforme a cabeça do público (ou o público conforme a música que se quer vender) e acaba muitas vezes criando referências ao que seu público conhece ou imitando fórmulas consagradas pelo modelo anterior, que renegam. Muito como os produtores de software livre que “clonam” programas proprietários de sucesso para mais facilmente chegar à preferência de quem já está acostumado ao modelo.
Não vejo como poderia existir UM movimento de música livre. Consigo imaginar festivais de rock livre, festivais de eletrônico livre, festivais de forró livre, festivais de pagode livre e nanicas comunidades-nicho tipicamente regionais, mas não consigo hoje ver o nascimento de um festival ou movimento capaz de celebrar “música livre”. O que há são comunidades que se formam ao redor de poucos atos de sucesso, ainda ignorantes do conceito “música livre”. Como são amarrados pelo gosto é muito difícil aproveitar o sucesso de um ato para alavancar o de outros, gosto é intransferível.
Há alguns dias, aliás, Stanley Jordan, um dos mais celebrados guitarristas de todos os tempos, tocou de graça na periferia de São Paulo .
Não há nada mais infantilmente sincero e cruel que o gosto das pessoas, acredite.