No dia 17 de junho, participei de um painel no TI Inside sobre IA Agêntica no sistema financeiro, junto com outros executivos do setor. Compartilhei o espaço com Bruno Saura, Igor Senra, Bruno Venceslau e Jose Luiz Santana, entre outros executivos, para uma conversa sobre como a inteligência artificial está redefinindo operações, produtos e a forma de trabalhar em fintechs e bancos. E foi tão interessante que quis trazer um pouco do que discutimos para cá.
Um dos temas que atravessou a discussão foi a velocidade dessa transformação comparada a outras revoluções tecnológicas. A internet foi a mais transformadora que vivemos, e ainda assim levou cerca de dez anos para ser adotada em escala. Com IA parece que quatro anos acontecem dentro de um. Isso tem implicações concretas em como as empresas precisam se mover, e o que vemos na Creditas confirma.
Em dezembro de 2024 iniciamos uma jornada mais estruturada com IA Generativa. Em pouco mais de seis meses, reduzimos processos que levavam cerca de 70 minutos para aproximadamente 20 com agentes. No início, demos liberdade para as equipes experimentarem. Criou cultura e acelerou a adoção, mas as iniciativas ficaram isoladas demais. Aprendemos a identificar onde estavam os melhores resultados e concentrar energia nessas apostas.
Mas o que esse processo está revelando vai além dos números. As ferramentas de IA amplificam o perfil de quem já tem high agency: pessoas que tomam iniciativa, assumem protagonismo e fazem as coisas acontecerem. Esse perfil já está nos nossos valores quando falamos em ser inconformista. O trabalho vai mudar. O conhecimento acumulado acompanha.
E para aqueles que ainda acham que a IA vai reduzir empregos, fica aqui um ponto que falei pra eles e acho que pode servir para vocês também: quando eu era criança, existia a previsão de que os computadores fariam a gente trabalhar apenas três dias por semana. Ainda estou esperando. Deixo abaixo um trecho em vídeo da conversa.
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